junho 26, 2005Far Cry - Paulo NozolinoFar Cry
para ver a imagem com maior resolução é favor clicar na própria já fiz cinco visitas a esta exposição. este número cinco não quer dizer nada. é um número que não evidencia obcessão nem dependência. o número cinco é apenas um número valioso para as crianças, pois é pelos dedos das mãos que elas aprender a contar. "não há fuga" são estas as palavras de Rui Nunes e escolhidas por Paulo Nozolino para ficarem penduradas no final de um comprido corredor, convidando o visitante a sair da exposição sob escolta das "paredes" para onde todos Nós caminhamos contra. "não há fuga", o erro do Homem é cíclico e a sua imaginação redundante. "o Homem precisa de sangue e de guerra"(1), é essa a sua invenção. não é a identificação de um local que faz circunscrever o vírus. nada nos protege e nos iliba de qualquer culpa, nem o anonimato. é no chão que pisas o nome de todos os lugares que a tua vida permite existirem. o erro existe porque tu existes, porque não o assumir? no medo não há lugar para a melancolia. o vazio também é lugar, a prova disso são os novos muros de betão que crescem em volta de uma terra, asfixiando um povo, na vã tentativa de se protegerem do medo. e ninguém do lado de cá faz nada. ignoram que a televisão e as fotografias não são estanques à doença. exposição a visitar.
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dezembro 13, 2003Jane Evelyn Atwooddo livro: too much time: women in prison este é um livro obrigatório, a sua compra premeia dez anos de trabalho de intensa pesquisa e de árduas negociações para, conseguir entrar e sair de quarenta prisões, centros de detenção, penitenciárias e celas de esquadras de polícia em nove países. o que a levou a dedicar dez anos da sua vida a estas mulheres? a resposta é clara e liberta de quaisquer barras de aço. Jane, ouviu as histórias de duas mulheres que tinham sido detidas e presas: com a sua pesquisa, Jane E. Atwood constatou que, a população presidiária feminina dos Estados Unidos da América cresceu 10,2% por ano desde 1985 (comparado com os 6,1% da população masculina); cerca de 80% das mulheres presidiárias têm filhos; as sentenças das mulheres, para os mesmos crimes que os homens, são mais pesadas; e 89% das reclusas estão na prisão por crimes não violentos. (1)
J. E. Atwwod, como se pôde ler, no final de cada dia de trabalho em que fotografava, não se limitava a virar as costas e ir para o conforto da sua casa ou de um hotel. não, J. E. Atwood, enquanto trabalhava vivia também nas condições de uma reclusa, comia e dormia nas prisões em que passou. Atwood, viveu dez anos em quarenta prisões diferentes, ela tornou-se uma reclusa da culpa, da sua culpa de viver numa sociedade em que segundo palavras dela, a estratégia agora usada nas prisões das mulheres é de humilhação em vez de reabilitação.
J. E. Atwood, se alguma vez consegue expiar a sua “culpa” e se libertar das prisões por onde já dormiu, é quando, através das suas fotografias consegue passar a palavra daquelas mulheres cujas bocas se encontram encarceradas por barras de aço, arame farpado, muros com 4 metros de altura e portas opacas em aço.
“Look at the women in these pages. These are the women we have turned our backs on.”
Centro Português de Fotografia as fotografias de Jane Evelyn Atwood, estão dispersas por quatro salas e cada fotografia ocupa o seu espaço na parede como uma janela onde as mulheres reclusas nos possam observar e incomodar com o seu silêncio aprisionado.
o livro “too much time: women in prison” não mostra o número de fotografias, escolhidas pela autora, na sua totalidade. esta exposição dá-nos a oportunidade de vermos mais fotografias dos dez anos em que se dedicou às reclusas. Talvez queira isto dizer que, estas fotos não sejam para se ver em livro. um livro não permite o tamanho cuja dor é enorme, o livro é redutor, obriga a abreviar, reduzir, minimizar o tamanho do poder que estas fotografias nos imprimem. a maioria das fotografias expostas estão impressas em grandes formatos. não sei se Atwood quis com isto nos minimizar perante a dor de todas as mulheres reclusas, foi isto que senti.
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dezembro 11, 2003Eugene Richards
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dezembro 03, 2003Sally Mannhá poucos dias, quando descobri a fotografia de Sally Mann, fiquei maravilhado (sim, maravilhado é a palavra). Descobri o tipo de família que um dia (quando o meu Eu se acalmar) espero vir a ter. Sally Mann com as suas fotografias de família, dá uma lição de vida a todos os artistas (e pseudo-artistas) de como se consegue viver em conjunto dos nossos pares, nunca deixando de criar. a sua matéria prima é rica, no dia a dia da sua família encontra a sua forma de arte... "the good father" "Sally Mann's photographic work concentrates almost exclusively on the subjective recording of her family life. The leading characters in her photos are her children, her husband and other close relations. The complicity and the trust between the artist and these «models» enable her to shoot images that attest to a deeply moving tenderness and sincerity. She herself defines her working method in the following way." "At times, it is difficult to say exactly who makes the pictures. Some are gifts to me from my children: gifts that come in a moment as fleeting as the touch of an angel's wing..." .....................................
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