abril 30, 2004peregrinos #02
amanhã, Maio chega-nos ao calendário. há quem já tenha partido de suas casas para não perder a peregrinação. à espera do retorno, ficam os filhos a quem as promessas se destinam. passo a passo constrói-se a oferta, de dia e de noite o sofrimento pelo amor a alguém, alimenta o braço que segura aqueles cujo corpo é mais fraco que a alma e a fé.
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abril 28, 2004peregrinos #01
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abril 27, 2004se isto fosse um diário #01faz tempo que, aqui nada escrevo, nada me mostro. sim, tenho algumas fotografias. nunca andei tanto pelo Portugal povoado como o tenho nestes últimos seis meses. conheci muitas pessoas anónimas, disseram-me os seus nomes e eu disse-lhes o meu. perguntavam sempre se era para a televisão. fui obrigado a mentir na maioria das vezes. como fazer compreender ao nosso povo que eu gosto de fotografar as pessoas e costumes do nosso país sem depois não vender as fotografias? pensam elas, Para que me quer este senhor fotografar se não me conhece? A mim não tira você o retrato! Para colocar depois na net, não é? A mim não! não se preocupe senhor, não lho faço. mas olhe que, quem lhe rouba a alma não sou eu… avanço por entre terras, povos e costumes, sem saber que destino dar às fotografias que faço. apenas sei que me dou por inteiro, a fotografia consome-me voraz. na segunda-feira de Páscoa, levantei-me e meti-me no carro em direcção ao Minho. ia fotografar um costume local perto de Vila Verde, atrasei-me e não o pude fazer. na volta perdi-me e fui dar a uma freguesia cujo compasso era acompanhado por uma banda de música. o acaso fez-me embrenhar no meio daquele cortejo porta a porta. desconhecido entrei em casas de pessoas desconhecidas, sorriram-me e deram-me de comer e beber muitas vezes, fiquei com fotografias dessa hospitalidade em dia de festejar Jesus ressuscitado. parti e já as estrelas chamaram a luz dos faróis do meu automóvel. ontem, dia da Beatificação de Alexadrina de Balasar em Roma, não fui a Itália, mas fui a Balazar, ver e registar o milagre da pobreza que faz com que este povo seja feliz com o sofrimento que lhes vergam as costas. pediam milagres, tocavam na campa de Alexandrina e enchiam os cofres da Igreja, não há dinheiro que pague um milagre… .....................................
abril 01, 2004storyboard
(...)O fogo arrombou, pilhou e destruiu a casa de muitos portugueses. Rios de lágrimas sulcaram os rostos de quem viu a sua memória em cinzas. Uma pessoa sem a sua memória sente-se nua. O desespero levou a que muitas pessoas combatessem o fogo lançando, inocentemente, pequenas bacias e baldes de água para o ventre do intacto inferno. A água não chegou, recolheram as lágrimas em frágeis recipientes.(...) podem ver o resto em www.pontosdevista.net. obrigado.
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